sábado, 13 de junho de 2009

Dogo Argentino


A raça foi criada em 1925, quando dois irmãos argentinos decidiram criar um cão para os "jogos" de caça, que se adaptasse bem às condições variadas e irregulares da zona rural argentina.
Eles queriam criar uma raça que superasse o Fighting Dog of Cordoba (raça criada pelo cruzamento do Mastiff, English Bulldog, Bull Terrier e Boxer, hoje extinta).
A idéia era cruzar os cães de Córdoba com outras raças na tentativa de incorporar peso, um bom faro, velocidade, bom instinto de caça e, principalmente, destituir da raça o instinto de briga com outros cães, o que o tornava inapto para os jogos que reuniam vários animais. O cruzamento deveria tornar o cão sociável, podendo viver em liberdade com a família ou solto pela propriedade, mantendo a coragem da raça de origem, mas que pudesse ser usado nos jogos de caça e no controle de animais predadores das criações.

Cirneco do Etna


raças mediterrâneas poderiamos deduzir que a origem do cirneco encontra-se nos antigos legréis, assim como ocorre com o cão dos faraós, atualmente localizado nas Baleares, com o qual tem muitos pontos de contato, se excetuamos as dimensãoes. Os fenicios fizeram do lebrel o objeto de um valiosíssimo comércio, levando-o primeiro da Ásia à África e sucessivamente às costas da Grécia e seu arquipélago, à Sicilia e a outras ilhas mediterrâneas.
Hoje não existe, na Sicilia, um tipo de lebrel autêntico, o que faz pensar que os mesmos cães deixados pelos fenicios nas costas sicilianas foram-se adaptando e modificando gradativamente até converterem-se nos cirnecos atuais, com uma diminuição paulatina, provavelmente devida à falta de alimento, de grandes espaços livres onde galopar e aos cruzamentos reiterados entre consangüíneos. Mas haveria permanecido inalterada a característica das orelhas retas, próprias dos antigos lebréis.
O cirneco do Etna, na sua forma atual, é indiscutivelmente autótone da Sicilia, onde é encontrado desde tempos imemoriais: isto é testemunhado por uma quantidade de descobertas arqueológicas, como pedras esculpidas e moedas antigas. Em Adrano (onde ainda hoje a raça é muito abundante), existia desde tempos pré-históricos um templo dedicado a uma divindade local: era custodiado por cirnecos, dotados, segundo Eliano (De natura animalium II) de um extinto sobrenatural, graças ao qual agrediam os sacrílegos e aos ladrões, enquanto recebiam festivamente os devotos.
Os cirnecos atuais são os únicos cães empregados para caçar nas ladeiras do Etna, cuja rocha vulcânica torna difícil não só a carreira, mas a simples marcha. Especialistas na caça do coelho selvagem e da lebre, caçam com igual destreza qualquer presa com pernas: faisões, perdizes, galinholas e codornizes. Trabalham lentamente, com o nariz na terra, seguindo o rasto da presa com paciência e atenção. Absolutamente silenciosos, são ouvidos somente quando cavam ou estão muito perto.

Podengo Canário



Podengo Canário Eficaz na caça e fiel ao dono
O Podengo Canário é um cão de caça ao coelho e, para exercer essa função, ele utiliza seu apuradíssimo olfato, a audição e a visão. Extremamente resistente, consegue perseguir coelhos em tocas, interior de grutas, paredes de pedras e matagais espinhosos, tanto durante o dia, sob calor escaldante, como à noite.A sua preservação ao longo dos séculos se deve muito à sua grande habilidade na caça. O Podengo Canário é um cão de rastro que não late e não espanta a presa e consegue apanhar sua vítima pelo dente. É valente, nervoso, inquieto, muito dinâmico e, ao mesmo tempo, nobre e fiel ao seu dono.De porte médio, tem o corpo ligeiramente alongado, esbelto, com a cabeça em forma de um cone truncado. Suas orelhas ficam bem grandes e eretas quando está atento. A cauda tem inserção baixa, podendo ser caída ou portada em foice e afilada na ponta, que geralmente tem a cor branca. Sua musculatura é muito desenvolvida e seca, a ponto de ser notada através da pele.Sua cor é preferencialmente ruivo e branco, podendo o ruivo ser mais ou menos intenso, variando desde o laranja até o vermelho escuro. Todas as combinações dessas cores são aceitas. Já a pelagem é composta por pelos curtos, lisos e assentados.Como o próprio nome revela, o Podengo Canário foi desenvolvido nas Ilhas Canárias. Ele pode ser visto com grande facilidade em todas as ilhas, especialmente nas maiores, como a Grande Canária e Tenerife.Na verdade, o Podengo Canário é um cão de origem egípcia, da era faraônica, e que foi levado às ilhas Canárias provavelmente pelos fenícios, gregos, cartagineses e, talvez, até pelos próprios egípcios. É uma das raças de cães mais antigas, podendo ter 7.000 anos.

Podengo Português


O Podengo Português é considerado uma das raça de cães mais antigas. A teoria mais provável quanto ao aparecimento da raça aponta para que descenda dos cães faraónicos existentes no alto Egipto, tendo sido introduzida no nosso país por volta do ano 700 a.C. pelos mercadores fenícios. Este tipo de cão teve, desde logo, grande aceitação em Portugal devido à sua capacidade de caça, ajudando desta forma à subsistência das populações mais humildes.
O Podengo Português pode variar em tamanho, podendo ser pequeno, médio ou grande. As variedades pequena e média são bastante comuns em Portugal, sendo usadas em matilha para a caça, em particular ao coelho. O Podengo Português Grande é bastante raro, correndo perigo de extinção, sobretudo a variedade de pêlo liso. São utilizados em matilhas de caça grossa, nomeadamente na caça ao javali, sendo mesmo a única raça portuguesa usada para esse fim.
Os Podengos também variar no tipo de pêlo, podendo ter o pêlo liso ou cerdoso. As variedades de pêlo surgiram da adaptação ao clima. Assim, a variedade de pêlo liso é mais comum no norte de Portugal, uma vez que o pêlo liso seca mais facilmente depois de molhado. A variedade de pêlo cerdoso é encontrada nas zonas mais secas, onde o pêlo protege a pele dos raios de sol e do frio no Inverno.
Os Podengos são cães de carácter vivo, alegre, inteligentes e muito sociáveis com outros cães. São extremamente afectuosos com os donos, cuidadosos com as crianças e asseados. Temerários na caça, são muito ariscos a estranhos, o que, aliado à permanente vigilância do seu território, faz deles atentos cães de guarda, desprovidos contudo da agressividade de outros cães de guarda e defesa.

Paspor Belga Malinois


O Malinois é considerada a mais antiga das quatro variedades que constituem a família dos Cães Pastores Belga. Estas variedades diferenciam-se entre si essencialmente pela pelagem: o Groenendael possui pêlo comprido e de cor preta; o Laekenois possui pêlo de arame; o Malinois, pêlo macio e o Tervueren, pêlo comprido com vários tons.No entanto, tal definição só foi estabelecida no final do séc.XIX, uma vez que, até então, não existia um conhecimento organizado das diferentes raças de cães pastores. Tal tarefa foi desenvolvida por alguns cinófilos que decidiram apurar as características e qualidades necessárias que estes cães deveriam ter para o auxiliarem o homem no pastoreio. Com a ajuda de Adolf Reul, director da Escola de Medicina Veterinária de Cureghem, identificaram-se três variedades distintas: pêlo comprido, pêlo curto e pêlo de arame.O Malinois foi o primeiro cão pastor a ser reconhecido e a dispor de um programa de criação mais sistemático, cabendo-lhe a tarefa de proteger e arrebanhar as ovelhas. Em 1891, foi fundado o Clube do Cão Pastor Belga que estabeleceu, em 1899, o primeiro standard da raça. No dealbar do século XX, foram registados os primeiros cães no livro da Société Royale de Saint-Hubert, e a “Charlot”, nascida em 1891, foi uma das primeiras Malinois a beneficiar com este registo.Dotados com um forte carácter e notável capacidade de trabalho, estes cães de pêlo macio depressa conquistaram o interesse de muitos criadores belgas que o consideravam o cão pastor preferido da Bélgica.Em 1911, foram registados nos EUA os primeiros Malinois (Belgian Blackie e o Belgian Mouche) mas até 1959, estavam inseridos na Miscellaneous Class do Kennel Clube Americano. Na década de 60, a crescente importação desta raça e o consequente registo fez com que, em 1965, os Malinois passassem a pertencer ao Working Group daquele prestigiado clube e, com isso, participassem em competições. Nos anos 70, a importação destes cães foi ainda mais intensa e a sua popularidade aumentou consideravelmente no território americano. Hoje o Malinois pertence ao Herding Group daquele clube.Actualmente, apesar de serem reconhecidas as quatro variedades, não existe, ainda assim, uma classificação unânime: o Kennel Council nacional australiano e o Kennel Clube neozelandês consideram que elas são quatro raças distintas; por seu turno, o Kennel Clube canadiano, o Kennel Union da África do Sul e a Federation Cynologique Internationale reconhecem as quatros variedades dentro da mesma raça.O Kennel Club Americano possui ainda um standard ligeiramente diferente para o Malinois daquele que existe na Europa.

Paspor Belga Laekenois


O Pastor Belga Laekenois é a variedade mais rara de raça Pastor Belga. Isto deve-se ao facto de ser o menos popular das quatro variedades. Curiosamente é a único com pêlo áspero, mas é o que tem de todos melhor temperamento. O facto de esta variedade não ser reconhecida nos EUA, ao contrário das outras variedades Malinois, Tervueren e Groenendael, também pode contribuir para a menor popularidade do Laekenois. Na sua terra natal, a Bélgica, o Laekenois já reconhecido desde 1897.Contudo, o Laekenois não foi sempre o preterido. No tempo da Rainha Henrietta da Bélgica o Laekenois era considerado o melhor cão de pastor e nenhuma família recusava a sua ajuda. Aliás, o nome da raça deriva nome do local onde viveu e que a rainha visitava frequentemente: o Castelo de Laecken.Hoje em dia, esta variedade é difícil de encontrar. O Laekenois mantém as suas funções de guarda de campos de linho e ovelhas, mas é também utilizado em operações de busca e salvamento.

Crested Dog


A nenhuma outra raça se atribuem locais de origem tão díspares. Por ser uma raça milenar, não há registos da altura em que surgiu, mas existem várias teorias.Uma corrente defende que o Chinese Crested Dog é originário do México e que os Aztecas os utilizavam para aquecerem as camas. De acordo com esta teoria, Xoloitzquintle (Cão sem Pêlo do México) e o Chihuahua são antecessores do Chinese Crested Dog.Contudo, o nome atribuído a este cão, Chinese significa Chinês, parece indicar que a raça surgiu na China, país que é considerado o local de origem segundo o estalão da raça. Contudo, estudos científicos indicam que o Chinese Crested Dog descende do “Canis Africanus”, tendo como antecessor o African Hairless Terrier (Cão sem Pêlo Africano).Na tentativa de ligar estas informações, pensa-se que o Chinese Crested Dog foi importado da África por marinheiros Chineses que tinham mantinham rotas comerciais entre a Ásia e o lado Este do continente Africano. Na China, o cão foi atribuído um nome à raça. Neste país os primeiros registos desta raça surgem no século XII/XIII.Foi preciso chegar o século XIX para que a raça fosse introduzida na Europa. No Ocidente o cão foi sempre tido como cão de companhia. E apesar da última teoria defender que esta raça era uma excelente arma contra os roedores nos navios, a verdade é que hoje em dia este instinto está já muito diluído.